Curso:
ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO – BACHARELADO
Componente Curricular:
PROJETO DE EXTENSÃO III – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO
Programa de Extensão:
PROGRAMA DE SUSTENTABILIDADE.
Finalidade e Motivação:
A finalidade da extensão no Programa de Sustentabilidade do curso de Engenharia
de Controle e Automação está relacionada a aplicação de conceitos, técnicas e
metodologias relacionadas a sustentabilidade, principalmente pelo entendimento e
preocupação, cada vez maior com a gestão e utilização consciente dos recursos
naturais e energéticos para atendimento às demandas atuais e futuras, seja por
meio de ações para eliminar ou reduzir o desperdício de energia e em processos
produtivos; substituição de equipamentos ineficientes ou com grande consumo,
orientações sobre o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL)
e sobre Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), entre outros. São
diversos os locais que poderão contemplar esse projeto extensionista, como:
prefeituras; associações de bairros; escolas municipais e estaduais; instituições
religiosas; organizações não governamentais (ONGs).
Competências:
I – Desenvolver e/ou utilizar novos recursos, ferramentas e técnicas;
II – Avaliar a viabilidade econômica de projetos de Engenharia;
III – Avaliar o impacto das atividades da Engenharia no contexto social e ambiental.
Perfil do Egresso:
A IES busca que o egresso do curso de Engenharia de Controle e Automação seja um
profissional ético, crítico, reflexivo, propositivo, humanístico, dinâmico, que atue
observando a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, sendo que pelas
atividades extensionistas vinculadas ao Programa de Sustentabilidade, o egresso
possa desenvolver habilidades e competências para o desenvolvimento de novas
tecnologias com o uso da criticidade, ética e criatividade na solução de problemas da
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sociedade considerando aspectos ambientais, políticos, econômicos, culturais, sociais
e de segurança e saúde no trabalho.
Soft Skills (Competências Socioemocionais):
Análise e resolução de problemas
Flexibilidade e adaptação
Planejamento e organização
Objetivos de Aprendizagem:
Os objetivos da extensão vinculados ao Programa de Sustentabilidade do curso de
Engenharia de Controle e Automação estão relacionados ao desenvolvimento
sustentável, conscientização ambiental, consumo racional de recursos e
implementação de iniciativas que estejam alinhadas com os Objetivos do
Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Conteúdos:
I – Química, Ciências do Ambiente e Ciências dos Materiais;
II – Circuitos elétricos;
III – Instrumentação e sistemas de aquisição de dados;
IV – Acionamentos e máquinas elétricas;
V – Sistemas integrados de manufatura.
Indicações Bibliográficas:
BROWN, Lawrence S. Química geral aplicada à engenharia. São Paulo: Cengage, 2014.
PHILIPPI JUNIOR, Arlindo (org.). Energia e sustentabilidade. Barueri: Manole, 2016.
ASKELAND, Donald R.; WRIGHT, Wendelin J. Ciência e engenharia dos materiais. 3.ed.
São Paulo: Cengage, 2015.
SVOBODA, James A.; DORF , Richard C. Introdução aos circuitos elétricos. 9. ed. – Rio
de Janeiro: LTC, 2016.
BALBINOT, Alexandre; BRUSAMARELLO Valner João. Instrumentação e fundamentos
de medidas: volume 1. 3. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019.
BIM, Edson. Máquinas elétricas e acionamento. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
ROMEIRO FILHO, Eduardo. Sistemas integrados de manufatura: para gerentes,
engenheiros e designers. São Paulo: Atlas, 2015.
Resposta verificada pela equipe
O Projeto de Extensão III – Engenharia de Controle e Automação deve ser desenvolvido por meio de uma ação prática relacionada à sustentabilidade e ao uso consciente de recursos naturais e energéticos. A proposta consiste em identificar uma situação real em uma instituição da comunidade e aplicar conhecimentos da Engenharia de Controle e Automação para propor e executar uma melhoria possível. O projeto pode ser realizado, por exemplo, em escola, associação de bairro, instituição religiosa, ONG, órgão público ou outra organização que permita a realização da atividade.
O primeiro passo é escolher a instituição e realizar um diagnóstico inicial. O acadêmico deverá conversar com o responsável pelo local e observar aspectos relacionados principalmente ao consumo de energia elétrica, utilização de equipamentos, iluminação, desperdícios e práticas de sustentabilidade. Uma possibilidade simples é analisar ambientes que permaneçam com lâmpadas ou equipamentos ligados desnecessariamente, equipamentos antigos com elevado consumo ou locais nos quais não existam orientações para utilização racional da energia.
Depois do diagnóstico, deve-se selecionar um problema específico e possível de ser trabalhado durante a extensão. Não é necessário desenvolver um sistema de automação complexo. A intervenção pode concentrar-se, por exemplo, na redução do desperdício de energia elétrica de uma escola ou instituição comunitária. Nesse caso, podem ser observados quantidade e tipos de lâmpadas, potência dos equipamentos, período aproximado de utilização e hábitos dos usuários. Com essas informações, o acadêmico poderá identificar oportunidades de melhoria e estimar os possíveis benefícios das mudanças propostas.
Na etapa de planejamento, deverão ser definidas ações tecnicamente viáveis e compatíveis com a realidade da instituição. Entre as possibilidades estão a orientação para substituição de equipamentos ineficientes, análise da viabilidade de utilização de lâmpadas mais eficientes, conscientização sobre desligamento de equipamentos ociosos, utilização adequada da iluminação natural, apresentação da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) e orientação sobre critérios de eficiência energética. Quando pertinente e seguro, também podem ser apresentadas possibilidades de automação, como sensores de presença, temporizadores ou sistemas de controle destinados a evitar funcionamento desnecessário de cargas elétricas.
A intervenção deverá ser efetivamente apresentada ou desenvolvida com a comunidade participante. O acadêmico poderá realizar uma pequena ação educativa com funcionários, estudantes, gestores ou demais usuários da instituição, explicando os problemas encontrados no diagnóstico e demonstrando práticas capazes de reduzir desperdícios. Caso tenha realizado levantamento do consumo de determinados equipamentos, os resultados podem ser apresentados de maneira simples, mostrando como potência e tempo de utilização interferem no consumo de energia e nos custos da instituição.
Um exemplo bastante viável seria desenvolver o projeto “Eficiência Energética e Consumo Consciente em uma Instituição Comunitária”. O acadêmico visitaria o local, identificaria os principais equipamentos consumidores de energia, verificaria iluminação e hábitos de utilização, registraria os dados necessários e elaboraria propostas de melhoria. Posteriormente, apresentaria aos participantes orientações sobre eficiência energética e possíveis soluções de controle ou automação. Essa alternativa permite trabalhar sustentabilidade sem exigir modificações perigosas nas instalações elétricas.
Durante todas as etapas, é importante registrar as ações efetivamente realizadas, conforme as exigências institucionais. Fotografias autorizadas do local, levantamento dos equipamentos, registros da atividade educativa e materiais utilizados podem servir como evidências. Qualquer análise envolvendo instalações elétricas deve respeitar os requisitos de segurança, evitando intervenções em circuitos energizados ou modificações que dependam de profissional habilitado.
Após a intervenção, deverão ser avaliados os resultados e contribuições proporcionados à instituição. Os resultados podem envolver identificação de desperdícios, conscientização dos participantes, estimativa de redução do consumo, adoção de novos hábitos ou apresentação de soluções tecnológicas para implementação futura. Não é obrigatório que a instituição realize imediatamente investimentos ou substitua equipamentos; a elaboração de um diagnóstico acompanhado de uma intervenção educativa e de propostas tecnicamente justificadas já pode produzir contribuição relevante, desde que esteja de acordo com as exigências específicas do template institucional.
No relatório final, recomenda-se apresentar claramente a sequência instituição escolhida → diagnóstico → problema identificado → planejamento → ação realizada → participação da comunidade → resultados obtidos. O relato deve corresponder ao que realmente foi executado e demonstrar a relação entre Engenharia de Controle e Automação e sustentabilidade.
Na prática, o projeto pode seguir este roteiro: escolher uma instituição → obter autorização → analisar o consumo e os equipamentos → identificar um problema relacionado à sustentabilidade → elaborar uma solução → realizar a intervenção com a comunidade → registrar evidências → avaliar os resultados → preencher o relatório institucional. Dessa forma, a atividade demonstra a aplicação dos conhecimentos da Engenharia na solução de uma necessidade real e sua contribuição para o consumo racional de recursos, eficiência energética e desenvolvimento sustentável.
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